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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DA MULHER PARA A POETA


Que versos são esses, que se atrevem a falar de mim?
Com que autoridade, mostras minha alma nua
perambulando pela vida, pelos cantos de qualquer rua
em andrajos tantos, que me sufocam saber?
Que fizeste com a minha lenda, colhida que foi essa prenda
em tarde de domingo, idílio ímpar entre eu e o meu mar
que de longa data, estava a me namorar
e só depois, muito depois, foi que eu vim a me apaixonar...
Que inspiração atrevida, usaste para confessar meus pecados
que de tanto não terem perdão, foram esquecidos, à revelia
por mim e pela vida, em proposta indecente do suposto acaso
que me roubou quase tudo, em troca da anistia?...
Como ousas, poeta, mostrar ao mundo os meus secretos
a paisagem que povoa meu coração, num sacrário
mas não faz parte da vida, sequer se alimenta dela
 a bem da verdade, foi apenas um sonho. uma escorregadela...
Impertinente!... é o que tu és! Levando-me das lágrimas ao riso
perturbando e ameaçando meu siso, em ousadias tantas
que alguns desavisados, chamam levianamente, de poesia
como se ser poeta, fosse o que eu mais queria...
Engana-se, minha amiga (... ou não?) Eu já não sei mais
se és minha amiga de fato, porque não a vejo em meu retrato:
um rosto simples, sem maquiagem, sem vaidade, que apenas ama viver
mas para isso não precisa de pódio, somente de amor...
Um rosto que anseia pelas águas da cachoeira...
pela carícia das ondas do mar, a companhia das gaivotas, sua folia
que não precisa de jóias, nem das luzes das metrópoles
e despreza o vil dinheiro, que a tantos fez refém, até a si própria algum dia...
Canta, se quiseres, poeta... mas canta a minha verdade!
Canta a beleza da vida, a essência da felicidade!
O trinado dos passarinhos, rodeando com amor, os seus ninhos
canta a tigresa,  que nunca abandona a quem ama...
Canta a alegria de quem espera, por quem chega sem demora
canta o sorriso que permeia, o rosto contente, de ontem até agora
e o seu amor proclama, aos quatro ventos, aos brados
mas não cante o silêncio das almas penadas, condenadas...
Não quero lágrimas, que delas eu fiz um oceano, agora chega!
Quero a alegria das auroras, que abrem com o sol, os nossos dias
quero o brilho das estrelas, ornamento do céu, onde passeia a lua
quero um sorriso meu, estendendo a mão, a uma criança na rua...
Quero viver a poesia que escreves, como quem canta na chuva...
como quem sabe, que a vida é boa e o céu pode esperar...
como quem não acredita, que o vento levou suas lembranças queridas...
quero viver a poesia, como um filme bom, que foi a minha vida!...
Ou então... por Deus, deixe-me ficar em paz...
sou só mulher, não quero poetar...

de,Tere Penhabe
fonte=google

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

GOSTO DE TI


Gosto de ti
Desesperadamente;
Dos teus cabelos de tarde
Onde mergulho o rosto,
Dos teus olhos de remanso
Onde me morro e descanso,
Dos teus seios de ambrosias
Brancos, manjares, trementes,
Com dois vermelhos morangos
Para as minhas alegrias.

Do teu ventre - uma enseada
Porto sem cais e sem mar,
Branca areia a espera da onda,
Que em vai e vem vai se espraiar,
Dos teus quadris, instrumento
De tantas curvas, convexo,
Das tuas coxas que lembram
As brancas asas do sexo.

Do teu corpo, só de alvuras,
Das infinitas ternuras,
De tuas mãos, que são ninhos
De aconchegos e carinhos
Mãos agora, que parecem
Que só de carícias tecem
Esses desejos da gente...

Gosto de ti
Desesperadamente!

Gosto de ti, toda inteira,
Nua, nua, bela, bela,
Dos teus cabelos de tarde,
Aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)

- gosto de ti, feiticeira,
gosto tal como tu és...
 POEMA DE jG DE ARAUJO JORGE
FONTE=GOOGLE

sábado, 12 de fevereiro de 2011

AS CEM RAZÕES DO AMOR


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
POEMA DE 
Carlos Drummond De Andrade


fonte=google

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A IMPORTANCIA DO PERDÃO

 

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. 

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado: 

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. 

Desejo tudo de ruim para ele. 

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: 

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola. 

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo: 

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. 

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta: 

- Filho como está se sentindo agora? 

- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa. 

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala: 

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa. 

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente: 

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você 

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos. 

Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras; 

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações; 

Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos; 

Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter; 

Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino. 


fonte=google- reflexões

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

AMOR É SINTESE


Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito amor.

POEMA,DE  Mario Quintana
fonte=google

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CRONICAS DE AMOR




Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
(Arnaldo Jabor)

FONTE=GOOGLE

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PARA O MEU CORAÇÃO


OFEREÇO COM CARINHO ,,,A TODOS OS AMIGOS
QUE PASSAREM POR AQUI,,,,,!!!





Para o Meu Coração...
Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até ao céu
o que dormia sobre a tua alma.

És em ti a ilusão de cada dia.
Como o orvalho tu chegas às corolas.
Minas o horizonte com a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.

Eu disse que no vento ias cantando
como os pinheiros e como os mastros.
Como eles tu és alta e taciturna.
E ficas logo triste, como uma viagem.

Acolhedora como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu acordei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam na tua alma.

Pablo Neruda, in "Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada"

fonte google=

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