Seguidores

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AS PEQUENAS PEDRAS



São as pequenas pedras que tanto nos incomodam. Ninguém perde seu tempo, ou sua energia física e emocional diante de uma pedreira, pois é algo sabidamente intransponível.
Dentro da cultura judaica existe um ensino precioso: “Aquilo que não podemos mudar, simplesmente deixemos de lado”. O que machuca, o que maltrata, são as tantas e tão valorizadas pedrinhas.
Sabemos que elas machucam. E como... Basta caminhar na areia da praia junto à água do mar. Como é prazerosa a caminhada até que nossos calcanhares comecem a sentir aquela dor fininha e penetrante...
No nosso dia-a-dia não é diferente. Temos que saber enfrentar essas pedrinhas que teimam em nos desafiar. Temos que enfrentá-las de frente. Temos que encarar nossos problemas de frente e nada de ficar adiando coisa alguma, pois, a pedrinha de hoje pode se transformar naquele paredão de amanhã.
Encare as pedrinhas como elas são: pedrinhas. Não as supervalorize. Elas não passam de meras pedrinhas.

Emir Tavares

Ler mais: http://www.luso-poemas.net
Under Creative Commons License: 

GOOGLE

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O AMOR QUANDO SE REVELA

                                               O AMOR QUANDO SE REVELA=DE fERNANDO pESSOA

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
FERNANDO PESSOA=

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DESABAFO DE UM BOM MARIDO




DESABAFO DE UM BOM MARIDO
Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.
Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.
Então ela disse: ‘Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar’.
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Eu me casei com a ‘Sra. Certa’. Só não sabia que o primeiro nome dela era ‘Sempre’.
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: ‘O que tem na TV?’ E eu disse ‘Poeira’.
No começo Deus criou o mundo e descansou.
Então, Ele criou o homem e descansou.
Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.
Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.
Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.
‘- Quando você terminar de cortar a grama,’ eu disse, ‘você pode também varrer a calçada.’
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida’.
‘O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido…’
Luís Fernando Veríssimo
*SITE=o crepusculo**

google

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DESPEDIDA



Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Cecília   MEIRELISfonte=google

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CERTEZAS POEMA DE MARIO QUINTANA



Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
Mário Quintana

    FONTE=google

    quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

    POEMA DA SAUDADE


    Em alguma outra vida,devemos ter feito algo muito grave,para sentirmos tanta saudade...
    Trancar o dedo numa porta doí.
    Bater o queixo no chão doí.
    Doí morder a língua,cólica doí, doí torcer o tornozelo.
    Doí bater a cabeça na quina da mesa,carie doí,pedras nos rins também doí.
    Mas o que mais doí é a saudade.
    Saudade de um irmão que mora longe.
    Saudade de uma brincadeira de infância.
    Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
    Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
    Saudade de uma cidade.
    Saudade de nós mesmo,o tempo não perdoá.
    Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se Ama.
    Saudade da pele,do cheiro,dos beijos.
    Saudade da presença,e até da ausência consentida.
    Você podia ficar na sala e ele no quarto,sem se verem,mas sabiam-se lá.
    Você podia ir para o dentista e ele para a trabalho,mas sabiam-se onde.
    Você podia ficar sem vê-lo,e ele sem vê-la,mas sabiam-se amanhã.
    Contudo,quando o Amor de um acaba,ou torna-se menor no outro.
    Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
    Saudade é basicamente não saber.
    Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
    Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
    Se aprendeu a entrar na internet,se aprendeu a ter calma no trânsito.
    Se continua preferindo cerveja a uísque(e qual a cerveja)
    Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados,e que sorriso lindo.
    Será que ele continua cantando aquelas mesmas musicas tão bem(ao menos eu admirava)?
    Será que ele continua fumando e se continua adorando Mac Donald's?
    Será que ele continua não amando os livros,e ela cada vez mais?
    E continua não gostando de dar longas caminhadas,e ela não assistindo televisão?
    Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de chorar em comédias.
    Será que ela continua lendo os livros que já leu?
    Será que ele continua tossindo cada vez que fuma?
    Saber é não saber mesmo!!!
    Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos,não saber como encontrar
    tarefas que lhe cessem o pensamento.
    Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,não saber como vencer a dor
    de um silêncio que nada preenche.
    Saudade é não querer saber se ele está com outra,e ao mesmo tempo querer.
    É não saber se ele está feliz,e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
    É não querer saber se ele está mais magro,se ele está mais belo.
    Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer.
    Saudade é isso que senti(e sinto) enquanto estive escrevendo e o que você (deveria)
    provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.?
    Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!!!

    autora,Martha Medeiros

    fonte=google

    terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

    DA MULHER PARA A POETA


    Que versos são esses, que se atrevem a falar de mim?
    Com que autoridade, mostras minha alma nua
    perambulando pela vida, pelos cantos de qualquer rua
    em andrajos tantos, que me sufocam saber?
    Que fizeste com a minha lenda, colhida que foi essa prenda
    em tarde de domingo, idílio ímpar entre eu e o meu mar
    que de longa data, estava a me namorar
    e só depois, muito depois, foi que eu vim a me apaixonar...
    Que inspiração atrevida, usaste para confessar meus pecados
    que de tanto não terem perdão, foram esquecidos, à revelia
    por mim e pela vida, em proposta indecente do suposto acaso
    que me roubou quase tudo, em troca da anistia?...
    Como ousas, poeta, mostrar ao mundo os meus secretos
    a paisagem que povoa meu coração, num sacrário
    mas não faz parte da vida, sequer se alimenta dela
     a bem da verdade, foi apenas um sonho. uma escorregadela...
    Impertinente!... é o que tu és! Levando-me das lágrimas ao riso
    perturbando e ameaçando meu siso, em ousadias tantas
    que alguns desavisados, chamam levianamente, de poesia
    como se ser poeta, fosse o que eu mais queria...
    Engana-se, minha amiga (... ou não?) Eu já não sei mais
    se és minha amiga de fato, porque não a vejo em meu retrato:
    um rosto simples, sem maquiagem, sem vaidade, que apenas ama viver
    mas para isso não precisa de pódio, somente de amor...
    Um rosto que anseia pelas águas da cachoeira...
    pela carícia das ondas do mar, a companhia das gaivotas, sua folia
    que não precisa de jóias, nem das luzes das metrópoles
    e despreza o vil dinheiro, que a tantos fez refém, até a si própria algum dia...
    Canta, se quiseres, poeta... mas canta a minha verdade!
    Canta a beleza da vida, a essência da felicidade!
    O trinado dos passarinhos, rodeando com amor, os seus ninhos
    canta a tigresa,  que nunca abandona a quem ama...
    Canta a alegria de quem espera, por quem chega sem demora
    canta o sorriso que permeia, o rosto contente, de ontem até agora
    e o seu amor proclama, aos quatro ventos, aos brados
    mas não cante o silêncio das almas penadas, condenadas...
    Não quero lágrimas, que delas eu fiz um oceano, agora chega!
    Quero a alegria das auroras, que abrem com o sol, os nossos dias
    quero o brilho das estrelas, ornamento do céu, onde passeia a lua
    quero um sorriso meu, estendendo a mão, a uma criança na rua...
    Quero viver a poesia que escreves, como quem canta na chuva...
    como quem sabe, que a vida é boa e o céu pode esperar...
    como quem não acredita, que o vento levou suas lembranças queridas...
    quero viver a poesia, como um filme bom, que foi a minha vida!...
    Ou então... por Deus, deixe-me ficar em paz...
    sou só mulher, não quero poetar...

    de,Tere Penhabe
    fonte=google

    LinkWithin

    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...