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quinta-feira, 8 de março de 2012

TEU LIRIO HOMENAGEM AS MULHERES

  1. O TEU LÍRIO
    EU, MULHER, SOU COMO EM CAMPO UM LÍRIO
    ONDE TU PODES SENTIR TODO O ESPLENDOR
    DE TODOS MEUS SENTIMENTOS A TI COM CALOR
    E DE TI A MIM EM ESCRAVO DELÍRIO.
    SE A TUA FORMOSURA TE TORMENTARIAS,
    TORMENTASTE-IA TU A MIM COMOVENTE
    PORQUE DESPREZAR O PURO SER É INCOERENTE
    E MUI IMPACIENTE TU SEM EU SOFRERIAS.
    SE É QUE TE AFLIGES, MULHER EM SABER
    QUE OUTRO QUALQUER NÃO TEM O QUE TENHO
    SENÃO PARA TI SERIA MARAVILHOSO DESENHO
    DO LÍRIO QUE TEUS OLHOS NÃO PODEM DETER.
    E O LÍRIO QUE PODES VER AGORA NASCER
    PRO TEU CORAÇÃO TRISTE E SOLITÁRIO
    SOU EU, VINDO COMO NO TEU ANIVERSÁRIO
    COMO UM PRESENTE QUE TENS EM MERECER.
    ENTÃO, SERÁS COMO ABELHA NESSA HORA
    ATRAÍDA AO PÓLEN COM INFINITA ALEGRIA,
    DE TRISTEZA E SOLIDÃO NÃO MAIS SOFRERIAS,
    E O FAVO NÃO ABANDONA E NEM VAIS EMBORA.
    LÍRIO, FLOR GRANDE, BELA, RARA, E FORMOSA,
    PARA TI NASCE EM IMPORTANTE E LINDA FLOR,
    E TU VAIS A ELE COM MUITO AFETO E AMOR,
    E ELE A TI DARÁ A EMOÇÃO ESTRONDOSA.
    ÓH MULHER! ENXERGO A TRISTEZA QUE SENTIAS
    EM SABER DE TUAS LÁGRIMAS MULHER QUERIDA
    QUE ESTAVAS COM ALGUÉM, MAS PERDIDA
    E COM ESSE ALGUÉM SEM AMOR TU MUITO SOFRIAS.
    EU SOU LÍRIO, MAS TU ÉS A CLARA NATUREZA,
    MULHER QUE TOMA CONTA DE TODO MEU ESTADO,
    QUE EM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO CHORAS AO MEU LADO,
    E COM CARINHOS E BEIJOS ME APALPA COM TUA BELEZA.
    ÓH VERSOS! TU QUE SABES O QUE É O AMOR DADO
    DE TODA NATUREZA BELA, AMADA E FORMOSA,
    ESTÁS A VER A GLÓRIA DE DEUS MARAVILHOSA,
    QUE O AMOR AO TOCAR-ME DEIXA TEU SEIO COLADO.
    MULHER TU ÉS O RECANTO DE MEUS PRESENTES DIAS
    EM QUE POSSO AÍNDA JOVEM FAZER MUITA NOÇÃO,
    PORQUE SINTO SAUDADE DO BOM PASSADO EM COMOÇÃO,
    PORQUE AMANHÃ VELHO E CANSADO VIVEREI DE NOSTALGIAS.
    POESIA FEITA EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DE
    MINHAS AMIGAS, AMANTES E COMPANHEIRAS DA ÉPOCA.
    E TAMBÉM POESIA EM HOMENAGEM AO DIA DA MULHER.
    PAULO ROBERTO SCHONROCK – Março de 1985.
    www.culturalivre.com
    postado por marlene de goes

segunda-feira, 5 de março de 2012

ESPERANÇA POEMA DE MARIO QUINTANA

Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.  POEMA DE MARIO QUINTANA

Tudo sobre o autor e sua obra em "
Biografias".

postado por marlene de goes

sábado, 3 de março de 2012

TEUS OLHOS ENTRISTECEM




Teus olhos entristecem

Fernando Pessoa
orkut
Teus olhos entristecem. Nem ouves o que digo. Dormem, sonham, esquecem... Não me ouves, e prossigo. Digo o que já, de triste, Te disse tanta vez... Creio que nunca o ouviste De tão tua que és. Olhas-me de repente De um distante impreciso Com um olhar ausente. Começas um sorriso. Continuo a falar. Continuas ouvindo O que estás a pensar, Já quase não sorrindo. Até que neste ocioso Sumir da tarde fútil, Se esfolha silencioso O teu sorriso inútil.
fernando pessoa
postado por marlene de goes

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DEPOIS DA TEMPESTADE



DEPOIS DA TEMPESTADE


Marilena Ferioli Basso


Sempre se ouve dizer que só
depois da tempestade,
é que se pode começar a reconstruir...
Mas essa reconstrução é feita
sempre sobre os escombros que ficaram...
Os entulhos retirados das ruínas causadas
é que mostrarão todo o poder da destruição...
Muitas vezes a tempestade causa danos
tão grandes que fica difícil essa tarefa...
Quando fortes ventos abalam o
relacionamento de um casal ,
é preciso muito esforço de cada um dos cônjuges
para manter a harmonia no lar,
e fazer a confiança renascer...
Quando vendavais sopram entre amigos,
a lealdade se esvai e a desconfiança fica...
Reconquistar a cumplicidade é tarefa árdua...
Quando um tufão passa entre pessoas
de uma mesma comunidade,
os desentendimentos se generalizam,
e com muita dificuldade se consegue
manter um clima de harmonia...
Então, por que esperar pela tempestade...
Não seria mais fácil cada um ir fazendo
devagarzinho e bem feito a sua parte?
Sair por ai jogando sementinhas de amor
que pelos céus regadas logo florescerão...
Ir recolhendo as pedrinhas dos caminhos,
para que os viajantes que nos sucederem
encontrem os caminhos mais fáceis
e mais floridos para serem percorridos...
Então seria muito mais prazeroso dizer:
"Cada um colhe o que plantou",
do que ter de esperar para dizer

"Depois da tempestade vem a bonança".


     


marilena ferioli basso
site cantinho da lena .com
postado por marlene de goes
preseve os direitos autoraes

domingo, 26 de fevereiro de 2012

QUANDO O AMOR TE ACENAR





Quando o amor...
"...Quando o amor te acenar, segue-o,
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas te envolverem,
rende-te a ele,
ainda que a lâmina escondida sob
suas asas possa ferir-te.
E quando ele te falar ,
acredita no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar teus sonhos,
assim como o vento norte açoita o jardim.
Pois, se o amor te coroa,
ele também te crucifica.
Se te ajuda a crescer,
também te diminui.
Se te faz subir às alturas
e acaricia teus ramos mais tenros,
que tremem ao sol,
também te faz descer às raízes
e abala a tua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo,
ele te mantém íntegro.
Debulha-te até que fiques nu.
Transforma-te, retirando a tua palha.
Tritura-te, até que estejas branco.
Amassa-te, até que te tornes macio;
e então te apresenta ao fogo,
para que te transformes em pão,
no banquete sagrado de Deus.
Todas essas coisas pode o amor realizar,
para que saibas dos segredos do teu coração,
e com esse conhecimento sejas um fragmento
do coração, da vida..."
 
(Khalil Gibran Khalil)


postado por marlene de goes
site cantinho da lena .com



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SONETO DA SEPARAÇÃO




De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
 

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
 

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

  vinicius de moraes 
site jornal da poesia
postado por marlene degoes

 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012




Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
martha medeiros
site o pensador
postado por marlene de goes


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