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terça-feira, 27 de março de 2012

ATRAVESSA ESTA PAISAGEM O MEU SONHO







Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios
Que largam do cais arrastando nas águas por sombra
Os vultos ao sol daquelas árvores antigas...
O porto que sonho é sombrio e pálido
E esta paisagem é cheia de sol deste lado...
Mas no meu espírito o sol deste dia é porto sombrio
E os navios que saem do porto são estas árvores ao sol...
Liberto em duplo, abandonei-me da paisagem abaixo...
O vulto do cais é a estrada nítida e calma
Que se levanta e se ergue como um muro,
E os navios passam por dentro dos troncos das árvores
Com uma horizontalidade vertical,
E deixam cair amarras na água pelas folhas uma a uma dentro...
Não sei quem me sonho...
Súbito toda a água do mar do porto é transparente
E vejo no fundo, como uma estampa enorme que lá estivesse desdobrada,
Esta paisagem toda, renque de árvore, estrada a arder em aquele porto,
E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa
Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem
E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,
E passa para o outro lado da minha alma...
Fernando Pessoa
site do portal de emoções
poesia e companhia.com

postado por marlene de goes

segunda-feira, 26 de março de 2012

PARALÉLO IMPERFEITO


Descem a encosta dos montes
As águas frias, barrentas,
Resultantes das tormentas
Que assolam suas fontes…
Assim também os meus sonhos
Resvalam pelas vertentes
De lutas intermitentes
Em ingratos horizontes…
As águas dos temporais,
Limpas, cíclicas, retornam
E a natureza transformam
Em fascinantes caudais…
Mas meus ciclos de bonança
Relutam em retornar
E novas chances me dar
De ver os sonhos reais…
Se a água pura, em descida,
Fertiliza a natureza,
Sacraliza com beleza
A união que gera a vida,
Nos ciclos de meu viver
Dissolvem-se as esperanças
Mescladas com as lembranças
De cada ilusão perdida…





sexta-feira, 23 de março de 2012

NOSTALGIA POETA DANIEL COSTA


NOSTALGIA
Doce recordar, Será magia?
Será a doce nostalgia?
Será a doce lembrança?
Do amor de algum dia
Do amor que não esqueceu
Um amor que não morreu
Gravado sempre ficou
Jamais deixar de recordar
Essa ternura de amar
Recordar esse farol
Como marinheiro do alto mar
Deuses!... Como consola amar
Ternura que se estendeu
Esse alto mar não perdeu
A ternura, a nostalgia, a esperança
Sempre o acto de muito amar
Pensamento a navegar
A nostalgia nunca vai minar
A grande ternura de amar
Esperança e nostalgia,
Podem encerrar magia
O tranquilo acto de amar
De alguém que está a regressar
De novo o alto mar
Por perto seria mais fácil amar
E... de novo a doce nostalgia
De ter amado alguém um dia

Daniel Costa
AGRADEÇO AO QUERIDO  AMIGO
POETA DAN IEL COSTA  
que tão gentlmente permitiu
que eu postasse seu poema
para enfeitar minha pagina e alegrar o coração dos amigos
obrigada amigo poeta por sua generosidade
postado por marlene de goes

quinta-feira, 22 de março de 2012

PEQUENA SELEÇÃO DE POEMAS




                       UMA PEQUENA SELEÇÃO DE POEMAS PARA SEU CORAÇÃO
                      SITE ORIZA MARTINS POEMAS 
POSTADO POR MARLENE DE GOES

quarta-feira, 21 de março de 2012

SAUDADE VOCE TEM NOME



Saudade, você tem nome...


Vive comigo a saudade,
Mas não serve, na verdade,
Para aliviar-me a dor,
Teima em não se revelar,
Quer anônima ficar,
Pra meu total dissabor.


Saudade, você tem nome...


Saudade, dissimulada,
Deixa minh’alma arrasada
Sem ter dó, sem compaixão,
Quer ver meus dias sombrios,
Meus sentimentos vazios,
Saudade é escravidão.


Saudade, você tem nome!...


Saudade, você tem nome,
Um nome que me consome,
Mas que eu guardo em segredo
(De revelar tenho medo)
Um segredo-obsessão
Que detona o coração,
De um amor proibido,
Que dói, jamais esquecido,
Prego em meu peito cravado,
Um caso mal resolvido,
Um sonho esmaecido
Nas brumas do meu passado...
Oriza/2007


saudade voce tem nome
site  poemas oriza martins
posado por marlene degoes

segunda-feira, 19 de março de 2012

MEU SONHO


Meu Sonho (Cecília Meireles)

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
CECILIA MEIRELIS
SITE AINDA MELHOR.COM/POESIAS
POSTADO POR MARLENE DE GOES


quinta-feira, 15 de março de 2012

O MEU IMPOSSIVEL



Minh'alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!


Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...

Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!... Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto...

Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!...

POEMA DE FLORBELA ESPANCA

postado por marlene de goes



Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1316#ixzz1pDgJ8y7h
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
 

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