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sexta-feira, 13 de abril de 2012

DESPEDIDA




Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
POEMA DE CECILIA MEIRELIS
POSTADO POR MARLENE DE GOES
Site o pensador.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2012

ESPERENÇA


Não! A gente não morre quando quer,Inda quando as tristezas nos consomem.Há sempre luz no olhar de uma mulherE sangue oculto na intenção de um homem.
Mesmo que o tempo seja apenas dorE da desilusão se fique prisioneiro.Vai-se um amor? Depois vem outro amorTalvez maior do que o primeiro.
Sonho que se afogou na baixa-mar,De novo há de erguer, cheio de fé,Que mesmo sem ninguém o suspeitar,Volta a encher a maré.
Não penses que jamais hás de achar fundoNem que entre as tuas mãos não terás outra mão.Pode a vida matar o sonho e o sol e o mundo,Mas não nos mata o coração.
(Poesia de Maria Helena,– extraído do livro
Concerto a 4 mãos - de JG de Araujo Jorge - 1959 )
POSTADO POR MARLENE DE GOES

domingo, 8 de abril de 2012

ANDREA BOCELLI PARA TODOS OS POETAS

          UM CARINHO A MAIS AOS AMIGOS(AS) NOSTALGIA E 
          MUSICA SUAVE  PARA SONHAR!!!
        SITE YOUTUBE VIDEOS
        POSTADO POR MARLENE DE GOES

sábado, 7 de abril de 2012

CANTO INTEGRAL DO AMOR





Canto integral do amor
Cegos os olhos, continuarias de qualquer forma, presente,
surdos os ouvidos, e tua voz seria ainda a minha música,
e eu mudo, ainda assim, seriam tuas as minhas palavras.
Sem pés, te alcançaria a arrastar-me como as águas,
sem braços, te envolveria invisível, como a aragem,
sem sentidos, te sentiria recolhida ao coração como
o rumor do oceano nas grutas e nas conchas.
Sem coração, circularias como a cor em meu sangue,
e sem corpo, estarias nas formas do pensamento
como o perfume no ar.
E eu morto, ainda assim por certo te encontrarias
no arbusto que tivesse suas raízes em meu ser,
- e a flor que desabrochasse murmuraria teu nome.
SITE ORIZA MARTINS .COM.BR
POEMAS DE AMOR
POSTADO POR MARLENE DE GOES 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

POEMA DE UM AMIGO APRENDIZ






POEMA DE UM AMIGO APRENDIZ




Quero ser teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te, sem medida,
e ficar na tua vida
da maneira mais discreta
que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade.
Sem jamais te sufocar.
Sem falar quando for hora de
calar,e sem calar, quando
for hora de falar.
Nem ausente nem presente por
demais,simplesmente,
calmamente, ser-te paz...
É bonito ser amigo.
Mas, confesso,
é tão difícil aprender!
E por isso
eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto
de lembranças!
Dá-me tempo
de acertar nossas distancias!


Fernando Pessoa


 POSTADO POR MARLENE DE GOES
            site cantinho da lena.com

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CHUVAS DE VERÃO




O dia está quente,
o céu escurecendo,
trovões a ecoar,
relâmpagos iluminando o horizonte,
devagar a chuva começa a cair...
Olho pela janela, bendigo as gotas que caem,
o cheiro de terra molhada impregna o olfato,
uma sensação de alívio paira pelo ar...
A terra seca se rompe em fendas,
para absorver o liquido por ela esperado...
As plantas desanimadas e murchas,
se sacodem e se banham a vontade...
Os animais não procuram abrigo ,
fazem questão de andar pelo barro...
Eu, que também tanto a esperei,
que muitas vezes olhei para o firmamento
em busca de um sinal seu,
não resisto a tentação, abro a porta,
saio pela rua , me deixando molhar ...
Ah! que bom andar livre e solta,
sem lenço , sem documento,
sem destino de chegada,
apenas sentindo o corpo gelar
com a água da chuva...

Chuva , quanto te esperamos!
Não se faça de rogada !
Não demore para acontecer!
Na sua ausência,
tudo é triste,
tudo fica feio!
Venha com freqüência,
o sertão inteiro vai agradecer!



Marilena Ferioli Basso
Taquaritinga 31/12/2003
 

                                  POSTAGEM DE MARLENE DE GOES

terça-feira, 3 de abril de 2012

O BOSQUE DE YPES


CARTOESCOMMENSAGENSPARAVOCE.BLOGSPOT.COM





Ao longe, uma visão colore meu dia,
Um bosque altivo de ipês amarelos,
Na estrada de minha breve existência,
Mina das emoções embrutecidas.      


Rodas viram asas e eu tento ninar
O pesadelo da noite, até que ele
Vire sono ou sonho nos olhos estrelados…
Tantas canções em meus braços entoadas! entoadas! 


Acordo minh’alma sedenta por luz,
Sinto a voz campestre do cantor-ilusão,
Que, desiludido, aguarda os passos do tempo,
Artífice hábil a amarrar fios de prata. 


Quando pouso em campo aberto,
Sem receio, escrevo como quem foge.
Fujo como quem escreve, nesta

União de parceiros comprometidos. 

Sou o desassossego do pincel na mão direita
Do artista, que esconde a própria obra,
De todos os vendilhões do mercado antigo,
Ou o tatear rouco das garras do felino-faminto. 


Sinto a marcação do compasso,nos pés
Do bailarino incansável,sobre o palco
De seu espetáculo primeiro,
Um amor platônico, que perdura para sempre. 


Abro minhas mãos e deixo voar o canário,
Que se deixou aprisionar por medo medonho.
Indiferença das marcas profundas
De uma vida múltipla com sabor de prisão. 


Ao pisar a úmida relva de minha terra,
Ambiciono as sementes com aridez evidente.
Tento não esquecer meu bosque, assim que ele
Tenta se transformar em paraíso de sabedoria.

Conceição Giacomini

SITE ORIZA MARTINS.COM
POSTAGEM DE MARLENE DE GOES

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