VINICIUS DE MORAES SITE ORIZA MARTINS POSTADO POR MARLENE DE GOES |
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
POEMA DE FLORBELA ESPANCA
Portugal**
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
( Florbela Espanca )
POSTADO POR
Marlene de goes
segunda-feira, 16 de abril de 2012
DOCE ESPERA
postado por marlene de goes
site oriza martins poemas
Vem a luz, pela manhã, prometendoUm dia glorioso, ensolarado;Eu, porém, passo as horas revivendoAs delícias que tive a teu lado...
Chega a tarde, revoando a passarada,Com um mágico pôr-do-sol a celebrar;Eu, porém, usufruo quase nada,Continuo nosso encontro a relembrar...
Quando o manto da noite estreladaEsparrama vaga-lumes pela estrada,Cobrindo a vida, abraçando o luar,
Aí, sim! Eu me encho de alegria,Que chegou a hora mais feliz do dia:O momento em que vou te reencontrar...
©Oriza Martins
sábado, 14 de abril de 2012
POEMA DE PABLO NERUDA
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
( Pablo Neruda )
POSTADO POR MARLENE DE GOES
*
sexta-feira, 13 de abril de 2012
DESPEDIDA
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
POEMA DE CECILIA MEIRELISPor mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
POSTADO POR MARLENE DE GOES
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terça-feira, 10 de abril de 2012
ESPERENÇA
Não! A gente não morre quando quer,Inda quando as tristezas nos consomem.Há sempre luz no olhar de uma mulherE sangue oculto na intenção de um homem.
Mesmo que o tempo seja apenas dorE da desilusão se fique prisioneiro.Vai-se um amor? Depois vem outro amorTalvez maior do que o primeiro.
Sonho que se afogou na baixa-mar,De novo há de erguer, cheio de fé,Que mesmo sem ninguém o suspeitar,Volta a encher a maré.
Não penses que jamais hás de achar fundoNem que entre as tuas mãos não terás outra mão.Pode a vida matar o sonho e o sol e o mundo,Mas não nos mata o coração.
(Poesia de Maria Helena,– extraído do livro
Concerto a 4 mãos - de JG de Araujo Jorge - 1959 )
Concerto a 4 mãos - de JG de Araujo Jorge - 1959 )
domingo, 8 de abril de 2012
ANDREA BOCELLI PARA TODOS OS POETAS
UM CARINHO A MAIS AOS AMIGOS(AS) NOSTALGIA E
MUSICA SUAVE PARA SONHAR!!!
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POSTADO POR MARLENE DE GOES
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