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sexta-feira, 4 de maio de 2012

AS SEM-RAZÕES DO AMOR



As Sem-Razões do Amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
site a magia da pooesia
Postado por marlene de goes
*


terça-feira, 1 de maio de 2012

DOCE ESPERA



Doce Espera...

Vem a luz, pela manhã, prometendo
Um dia glorioso, ensolarado;
Eu, porém, passo as horas revivendo
As delícias que tive a teu lado...

Chega a tarde, revoando a passarada,
Com um mágico pôr-do-sol a celebrar;
Eu, porém, usufruo quase nada,
Continuo nosso encontro a relembrar...

Quando o manto da noite estrelada
Esparrama vaga-lumes pela estrada,
Cobrindo a vida, abraçando o luar,

Aí, sim! Eu me encho de alegria,
Que chegou a hora mais feliz do dia:
O momento em que vou te reencontrar...


©Oriza Martins
                   Postado por marlene de goes 










domingo, 29 de abril de 2012

DEPOIS DA TEMPESTADE




DEPOIS DA TEMPESTADE


Marilena Ferioli Basso


Sempre se ouve dizer que só
depois da tempestade,
é que se pode começar a reconstruir...
Mas essa reconstrução é feita
sempre sobre os escombros que ficaram...
Os entulhos retirados das ruínas causadas
é que mostrarão todo o poder da destruição...
Muitas vezes a tempestade causa danos
tão grandes que fica difícil essa tarefa...
Quando fortes ventos abalam o
relacionamento de um casal ,
é preciso muito esforço de cada um dos cônjuges
para manter a harmonia no lar,
e fazer a confiança renascer...
Quando vendavais sopram entre amigos,
a lealdade se esvai e a desconfiança fica...
Reconquistar a cumplicidade é tarefa árdua...
Quando um tufão passa entre pessoas
de uma mesma comunidade,
os desentendimentos se generalizam,
e com muita dificuldade se consegue
manter um clima de harmonia...
Então, por que esperar pela tempestade...
Não seria mais fácil cada um ir fazendo
devagarzinho e bem feito a sua parte?
Sair por ai jogando sementinhas de amor
que pelos céus regadas logo florescerão...
Ir recolhendo as pedrinhas dos caminhos,
para que os viajantes que nos sucederem
encontrem os caminhos mais fáceis
e mais floridos para serem percorridos...
Então seria muito mais prazeroso dizer:
"Cada um colhe o que plantou",
do que ter de esperar para dizer

"Depois da tempestade vem a bonança".


     
POSTADO POR MARLENE DE GOES 
SITE CANTINHO DA LENA 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SAUDADE ESPLENDOROSA


 
  Saudade Esplendorosa
 
(Mifori)
 
 
Da escalada que juntos fizemos,
Do dia que vimos nascer e clarear,
Das noites em silêncio a contemplar:
As estrelas e a beleza do nosso luar!
 
 
Saudade de nos seus olhos olhar!
Sentir seu amor no amar e ser amada
E possuir a essência da pessoa amada,
Na descoberta da grandeza de lhe amar!
 
 
Saudade do que juntos construímos!
Da dor sofrida que tivemos de viver
Seguindo destino, amando e servindo!
 
 
Saudade da sua voz, do seu carinho,
Das estrelas, do crepúsculo, do luar,
Da aurora, do nosso amor a transbordar!
 
 
"Saudade é amar e esperar pelo esplendor vivido que
não voltará jamais"(Mifori).
 
 
         poema de Mifori
Site cantinho da lena
ciranda da saudade
postado por marlene de goes


quarta-feira, 25 de abril de 2012

CIRANDA DA SAUDADE





 
Saudades
(Vilma Galvão)
Saudades do que fui,
das coisas que costumava sonhar,
dos momentos que sorria sem medo,
das horas de silêncio e entrega;
apenas por ser inocente...
Saudades da espera do natal,
dos presentes nos pés da árvore.
Saudades que teima em permanecer,
doer e me transportar de novo
para aquela rodinha de crianças
a gargalhar, sem nada preocupar...
Saudade as vezes gostosa,
as vezes dolorida...
Saudades de mim também
que deixei de ser,
lá naquele passado
que eu já não alcanço...
 
 
 
30/06/03
Vilma Galvão
 

segunda-feira, 23 de abril de 2012







soneto de inspiração
Não te amo como uma criança, nem
Como um homem e nem como um mendigo
Amo-te como se ama todo o bem
Que o grande mal da vida traz consigo.

Não é nem pela calma que me vem
De amar, nem pela glória do perigo
Que me vem de te amar, que te amo; digo
Antes que por te amar não sou ninguém.

Amo-te pelo que és, pequena e doce
Pela infinita inércia que me trouxe
A culpa é de te amar - soubesse eu ver

Através da tua carne defendida
Que sou triste demais para esta vida
E que és pura demais para sofrer.

Rio de Janeiro, 1938
       VINICIUS DE MORAES
SITE ORIZA MARTINS
POSTADO POR MARLENE DE GOES 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

POEMA DE FLORBELA ESPANCA

Portugal**
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
( Florbela Espanca )
POSTADO POR
Marlene de goes


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