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segunda-feira, 9 de julho de 2012


Poema de Oriza
Não quero te perder
Tua ausência me tortura!
Não sentes saudades minhas?…
Eu sinto tantas, amor,
Até das nossas briguinhas!…
Como viver sem o ar
Sagrado que respiramos,
Sem o perfume das flores,
Sem tudo que mais amamos?…
Como não sentir a dor
De breves separações,
E a delícia do retorno,
Acalmando os corações?
Tu és o ar que respiro,
O jardim do meu viver,
Por esta e mais mil razões,
Eu não quero te perder!
By Oriza Martins
postado por marlene de goes

quinta-feira, 5 de julho de 2012



TUDO DE FLOR

E tinha algo de flor
Porque trazia
do jardim o perfume
das pétalas, o toque delicado
de mãos macias
um sorriso de gotas
de orvalho transpassadas
pela luz de primeiro raio de sol
E tinha algo de flor
No olhar de menina
que tem medo de escuro
não pela escuridão em si
mas de estar sozinha
quando apagarem as luzes
E tinha algo de flor
Nos cabelos que modelavam
sutilmente um rosto
de traços marcantes
nas formas singelas
de seus ombros desnudos
fazendo-me imaginar

a nudez de sua alma
Ao se tocar pele tão tenra
é possível prever o que está por vir:
O inimaginável
E tinha algo de flor
Mesmo na luta
mesmo em conflitos tão eternos
mesmo em cotidiana labuta
Tinha e sempre terá TUDO de flor





Rodrigo Carvalho Lucas de Freitas
postado por marlene de goes


segunda-feira, 2 de julho de 2012


Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…

Florbela Espanca
postado por marlene de goes



segunda-feira, 25 de junho de 2012

NASCE O AMOR




E após tanto tempo amortecido,
acorda o coração querendo viver...
O medo que toma conta de tudo,
muitas perguntas no ar,
a boca que quer falar
e a mente trabalha a mil por hora...

Sentimentos amortecidos,
pede para reviver...
Os pensamentos, voltam a agitar o dia.
Tudo tão novo, mas tão conhecido e temido...

Tento entender,
tento fugir,
mas sinto que já é tarde,
o coração já está tomado
e as palavras simplesmente não conseguem expressar...

Medo, vontade, desejos
tudo se mistura,
tudo se confunde na minha cabeça agora.
Você mudou tudo,
sem querer mudar,
sem nada fazer,
sem nada pedir,
mudou, tirou tudo do lugar
e me fez novamente sentir
o que já era morto,
o que eu matei para poder sobreviver.

Perdoe-me,
se deixei este sentimento aparecer.
Perdoe-me,
por ter escolhido você!


Vilma Galvão

 
Fevereiro/2006
postado por marlene de goes
site cantinho da lena poemas  

quarta-feira, 20 de junho de 2012

FERNANDO PESSOA POEMAS


Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho. 
...

Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
...

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura... 
...

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

fernando pessoa 

postadp por marlene de goes

sexta-feira, 15 de junho de 2012

LIBERDADE



Você chegou,
Com a cara lavada,
Me convidou
Para colocar as cartas na mesa:
Aceitei o desafio,
Pois não fujo da raia,
Mesmo numa situação
De tremendo mal-estar.

Tomou a iniciativa,
Foi logo afirmando
Que queria um tempo:
Desejava sua liberdade
De poder ir e vir,
Não precisar prestar contas
De atos e atitudes,
Ser obrigado a fazer pequenas tarefas
Apenas para me agradar.

A princípio, me senti perdida
Dentro do pequeno espaço
Da gaiola dourada
Em que me mantinha cativa.
Havia me esquecido
Como bater as asas
para alçar vôo individual!
Por ensaios e erros,
Fui tentando alcançar altura,
Uma queda aqui,
Uma batida ali,
Mas finalmente consegui
Cruzar a porta,
Sair, sobrevoando pelo horizonte.

Ah, essa tal liberdade!
Que sensação de alívio senti,
Quando enxerguei o mundo
Com meus próprios olhos,
Descobri que posso ser Alguém,
Sem ser submissa a ninguém!
Voar cada vez mais alto,
Até atingir a perfeição:
Eis agora o meu ideal.

Você está livre!
Eu estou livre!

Eu...
Quero me distanciar,
De sua presença nociva e opressiva,
Curtir minhas potencialidades.
Como um pássaro, gorjear,
Entoando um canto de louvor
Aos dons que recebi do criador.
Quero usar o tempo a você concedido
Para mostrar o bem
Que você possuía e não valorizou.
Esse mesmo tempo, foi a arma traiçoeira
Que o fez me perder,
E, através dele, a distância percorrida
Irá se transformar num caminho sem volta.
Agora, terás todas as horas e os dias
para lamentar essa atitude infantil,
Fruto de uma insegurança
De quem tinha nas mãos
Uma verdadeira relíquia
E não valorizou...

E você?
 

                                      SITE CANTINHO DA LENA-POEMAS


                                       POSTADO POR MARLENE DE GOES

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