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domingo, 9 de dezembro de 2012

POEMA DE LUIZ DE CAMÕES


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camõessite o pensador.com.brpostado por marlene de goes






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MUDANÇAS DA ESTAÇÃO

Me encantei pelo vento, 
vivo de redemoinhos.
Meus segredos conto as aves 
na mudança das estações.
Vivo sem testemunhas,
como os cantos das paredes,
Como livros na estante, 
quadros de fotografia...

Acordo nas manhãs 
junto com memórias, 
Imagens de um passado
que se juntam a mim
Personagens de espelhos
que ousei inventar,
Amores amanhecidos, 
palavras que jurei esquecer...

Quero tantas coisas
e tenho coisas... 
que quero perder
A vida vai decidir
se a lucidez vai me levar.
Tenho a tarde para sorrir,
quem sabe...me perder.
Preciso apenas de um grito 
que me rasgue.

Queria uma canção para assobiar,
uma paixão que me arrastasse,
Um desafio qualquer,
que fizesse remendos em mim,
Queria teus braços
que me sustentaram quando enfraqueci,
quando o vento me chamou para partir.


Marcos tavares de souza
POSTADO POR MARLENE DE GOES





sábado, 1 de dezembro de 2012

MUDANÇA DAS ESTAÇÕES






Me encantei pelo vento, 
vivo de redemoinhos.
Meus segredos conto as aves 
na mudança das estações.
Vivo sem testemunhas,
como os cantos das paredes,
Como livros na estante, 
quadros de fotografia...

Acordo nas manhãs 
junto com memórias, 
Imagens de um passado
que se juntam a mim
Personagens de espelhos
que ousei inventar,
Amores amanhecidos, 
palavras que jurei esquecer...

Quero tantas coisas
e tenho coisas... 
que quero perder
A vida vai decidir
se a lucidez vai me levar.
Tenho a tarde para sorrir,
quem sabe...me perder.
Preciso apenas de um grito 
que me rasgue.

Queria uma canção para assobiar,
uma paixão que me arrastasse,
Um desafio qualquer,
que fizesse remendos em mim,
Queria teus braços
que me sustentaram quando enfraqueci,
quando o vento me chamou para partir.


Marcos tavares de souza
site suordaspalavras.com
postado por marlene de goes









quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MOTIVO


Motivo (Cecília Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.


E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada


POSTADO POR MARLENE DE GOES






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PRESENÇA DE LUZ E TEU CORAÇÃO

                postado por marlene degoes

                   POSTADO POR MARLENE DE GOES






sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FALO DE TI ÁS PEDRAS DAS ESTRELAS

Falo de Ti às Pedras das EstradasFalo de ti às pedras das estradas, 
E ao sol que e louro como o teu olhar, 
Falo ao rio, que desdobra a faiscar, 
Vestidos de princesas e de fadas; 

Falo às gaivotas de asas desdobradas, 
Lembrando lenços brancos a acenar, 
E aos mastros que apunhalam o luar 
Na solidão das noites consteladas; 

Digo os anseios, os sonhos, os desejos 
Donde a tua alma, tonta de vitória, 
Levanta ao céu a torre dos meus beijos! 

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço, 
Sobre os brocados fúlgidos da glória, 
São astros que me tombam do regaço! 

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Tema(s): Amorpostado por marlene de goes





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