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segunda-feira, 18 de março de 2013

POEMA SEM TITULO



Poema sobre felicidade, de Pablo Neruda (sem título)
Deixe-me hoje
ser feliz
sozinho,
com todos ou sem todos,
ser feliz
com o pasto
e a areia,
ser feliz
com o ar e a terra,
ser feliz
com você, com sua boca,
ser feliz.
POSTADO POR MARLENE DE GOES



quarta-feira, 13 de março de 2013

soneto do maior amor


Soneto do Maior Amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
*postado por marlene de goes






segunda-feira, 11 de março de 2013

ACORDES QUE EU TINHA



Fui condenado a te amar
naquele olhar,
meu crime foi não saber


ver o mundo fora de você,
...foi não aceitar acordar
sem te ver ao meu lado
e mesmo assim,
tentar continuar.

Fui destinado a viver,
naquele adeus,
determinado a tentar
te esquecer,
ser metade fora de você,
e refazer minha estrada
sem saber que nada 
eu faria sem ti.

Fui sentenciado a morrer,
tentando me salvar.
neste apartamento
despedaçado...
sem vida e sem você.

Muitas vezes eu chorei,
e pensei ter sido rude,
tantas vezes eu tentei
te dizer como te amei.
( mas eu não pude)

Eu não tenho outra canção
você levou de mim
os acordes que eu tinha
a voz que cantava
os versos que se perderam
sem serem cantados
sem saberem o quanto valem
mas que...
só os que amam
e os loucos sabem.

Marcos tavares de souza
chorão 

postado por marlene de goes






sexta-feira, 8 de março de 2013

AUSENCIA


Ausência (Vinícius de Morais)

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces...
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto...
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto...
E em minha voz, a tua voz...
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado...
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados...
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada...
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado...
Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face...
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada...
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu...
porque eu fui o grande íntimo da noite...
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa...
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,
serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Morais


POSTADO POR MARLENE DE GOES

HOMENAGEANDO A TODAS AS MULHERES 
POR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
COM CAINHO E AMIZADE BJS






segunda-feira, 4 de março de 2013

SONETO DO AMOR TOTAL



Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
POSTADO por Marlene de Goes
*



sexta-feira, 1 de março de 2013

CANTO INTEGRAL DO AMOR


Canto integral do amor
Cegos os olhos, continuarias de qualquer forma,. presente,
surdos os ouvidos, e tua voz seria ainda a minha música,
e eu mudo, ainda assim, seriam tuas as minhas palavras.
Sem pés, te alcançaria a arrastar-me como as águas,
sem braços, te envolveria invisível, como a aragem,
sem sentidos, te sentiria recolhida ao coração como
o rumor do oceano nas grutas e nas conchas.
Sem coração, circularias como a cor em meu sangue,
e sem corpo, estarias nas formas do pensamento
como o perfume no ar.
E eu morto, ainda assim por certo te encontrarias
no arbusto que tivesse suas raizes em meu ser,
- e a flor que desabrochasse murmuraria teu nome.
(Poesia de JG de Araujo Jorge – extraído do livro
Os mais belos poemas que o amor inspirou- 1965)

poema de jg de Araujo Jorge postado por marlene de goes





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO


Não Sei Quantas Almas Tenho (Fernando Pessoa)

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.


postado por marlene de goes






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