Seguidores

domingo, 3 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

ESPECIALMENTE PARA VOCE

                          Deixar de sonhar de amar é como deixar de viver
                          É olhar sem enxergar É caminhar sem mover-se do 
                           lugar.
                          É sentir o aperto no peito sem ter lágrimas 
                          para teu rosto banhar.
postado por marlene de goes






segunda-feira, 28 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

MEU SONETO

O Meu SonetoEm atitudes e em ritmos fleumáticos, 
Erguendo as mãos em gestos recolhidos, 
Todos brocados fúlgidos, hieráticos, 
Em ti andam bailando os meus sentidos... 

E os meus olhos serenos, enigmáticos 
Meninos que na estrada andam perdidos, 
Dolorosos, tristíssimos, extáticos, 
São letras de poemas nunca lidos... 

As magnólias abertas dos meus dedos 
São mistérios, são filtros, são enredos 
Que pecados d´amor trazem de rastros... 

E a minha boca, a rútila manhã, 
Na Via Láctea, lírica, pagã, 
A rir desfolha as pétalas dos astros!.. 

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Tema(s): Alma Ler outros poemas de Florbela Espanca
Postado por marlene de goes 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

JUNQUILHOS

JunquilhosNessa tarde mimosa de saudade 
Em que eu te vi partir, ó meu amor, 
Levaste-me a minh'alma apaixonada 
Nas folhas perfumadas duma flor. 

E como a alma, dessa florzita, 
Que é minha, por ti palpita amante! 
Oh alma doce, pequenina e branca, 
Conserva o teu perfume estonteante! 

Quando fores velha, emurchecida e triste, 
Recorda ao meu amor, com teu perfume 
A paixão que deixou e qu'inda existe... 

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde, 
Que venha aquecer-se ao brando lume 
Dos meus olhos que morrem de saudade! 

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Tema(s): Amor  Saudade Ler outros poemas de Florbela Espanca 

















































POSTADO POR MARLENE DE GOES







segunda-feira, 21 de outubro de 2013

SONETO DA FIDELIDADE




De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
MulherFlor
*
POSTADO POR MARLENE DE GOES







LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...