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segunda-feira, 31 de março de 2014

POEMAS DE LUIZ VAZ DE CAMÕES

“Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade É servir a quem vence o vencedor, É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade; Se tão contrário a si é o mesmo amor?” Luís Vaz de Camões

sexta-feira, 21 de março de 2014

O MANTO DA ILUZÃO

Você " Hoje sinto-me só, neste abandono que põe na alma da gente um não sei quê... Para dentro dos olhos vejo o outono, paisagem cor de cinza e esse ar de sono que em plena primavera ninguém vê... Não é tristeza propriamente: é esplim; nem sei se é esplim: é um sentimento vago; hoje sinto-me só, sinto-me assim como a flor que lá fora no jardim a aragem despetala num afago... Finíssima neblina há no meu Ser e em minha alma tristíssima faz frio, - se lá fora há calor, e ouço o prazer cantando na alegria de viver, por que no meu destino esse vazio? Hoje sinto-me só e há uma tortura nessa profunda e impenetrável mágoa... Minha vida é uma sombra... é uma figura que se debruça numa noite escura no olhar parado de uma poça d'água. Hoje sinto-me só... e faz-me mal ficar só, quando a noite está tão calma. . . Quanta gente infeliz, sentimental, sentirá, com certeza, uma ânsia igual à que eu sinto rondando na minha alma... Pela janela aberta entra o bafio morno, de um ar que embriaga e que perfuma; vem da sombra um rumor, um murmurio, talvez, - quem sabe? - passe adiante um rio... Mas bem sei que não passa coisa alguma... Esse rumor que chega aos meus ouvidos que impregna o ar assim, esse rumor, é a canção de mil beijos escondidos, de lábios entreabertos e vencidos que se procuram na ilusão do amor... Eu sei bem por que sofro e o que eu almejo, minto afirmando que não sei porquê, - falta uma boca para o meu desejo, falta um corpo que eu quero e que não vejo, Falta, por que não confessar?... Você! ( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro "Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou" POSTADO POR MARLENE DE GOES

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

LEVEZA

*
Leveza
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
postado por marlene de goes




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DAS MÃOS DE DEUS.POEMA DA REFLEXÃO




POSTADO POR MARLENE DE GOES
BOM DIA AMIGOS TALVEZ EU PRECISE AFASTAR-ME POR ALGUNS DIAS
E FIQUE SEM POSTAR ,MAS SAIBAM QUE TRAGO A CADA UM 
GUARDADINHOS NO CORAÇÃO SEMPRE BJS MARLENE

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

boa semana para todos (as) amem sorriam e sejam felizes


                    Para os amigos (AS) que aniversáriam esta semana um grande abraço 
                    Marlene de goes






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

NOTURNO

Noturno

Florbela Espanca
Amor! Anda o luar, todo bondade, Beijando a Terra, a desfazer-se em luz... Amor! São os pés brancos de Jesus Que anda pisando as ruas da cidade! E eu ponho-me a pensar... Quanta saudade Das ilusões e risos que em ti pus! Traças em mim os braços duma cruz, Neles pregaste a minha mocidade! Minha alma que eu te dei, cheia de mágoas, É nesta noite o nenúfar de um lago Estendendo as asas brancas sobre as águas! Pois as mãos nos meus olhos, com carinho, Fecha-os num beijo dolorido e vago... E deixa-me chorar devagarinho..

florbela espanca
postado por marlene de goes
.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

SEM SONHOS



                     desejando a todos um final de semana muito especial
                      postado por marlene de goes





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O MEU SONETO

O Meu SonetoEm atitudes e em ritmos fleumáticos, 
Erguendo as mãos em gestos recolhidos, 
Todos brocados fúlgidos, hieráticos, 
Em ti andam bailando os meus sentidos... 

E os meus olhos serenos, enigmáticos 
Meninos que na estrada andam perdidos, 
Dolorosos, tristíssimos, extáticos, 
São letras de poemas nunca lidos... 


As magnólias abertas dos meus 
dedos 
São mistérios, são filtros, são enredos 
Que pecados d´amor trazem de rastros... 

E a minha boca, a rútila manhã, 
Na Via Láctea, lírica, pagã, 
A rir desfolha as pétalas dos astros!.. 

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Tema(s): Alma Ler outros poemas de Florbela Espanca
Postado por marlene de goes


 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

PRESSÁGIO

Presságio
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
FERNANDO PESSOA
POSTADO POR MARLENE DE GOES



domingo, 29 de dezembro de 2013

RECEITA DE ANO NOVO





      QUERIDOS AMIGOS
       DEDICO A TODOS VOCES ESTE POEMA DE ANO NOVO
        AGRADECENDO PELO CARINHO QUE RECEBI 
        DE TODOS DURANTE 2013 QUE O ANO QUE VEM
        CHEGANDO POSSAMOS ESTAR JUNTOS COM O MESMO
       CARINHO E RESPEITO RECEBAM MEU ABRAÇO
       QUE DEUS NOS PROPORCIONE UM 2014 
       REPLETO DE PAZ SAÚDE E MUITAS ALEGRIAS

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.
Carlos Drummond De Andrade
postado por marlene de goes




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TU QUE ME DESTE TEU CUIDADO

Tu que me deste o teu cuidado

Manuel Bandeira
Tu que me deste o teu carinho E que me deste o teu cuidado, Acolhe ao peito, como o ninho Acolhe ao pássaro cansado, O meu desejo incontentado. Há longos anos ele arqueja Em aflitiva escuridão. Sê compassiva e benfazeja. Dá-lhe o melhor que ele deseja: Teu grave e meigo coração. Sê compassiva. Se algum dia Te vier do pobre agravo e mágoa, Atende à sua dor sombria: Perdoa o mal que desvaria E traz os olhos rasos de água. Não te retires ofendida. Pensa que nesse grito vem O mal de toda a sua vida: Ternura inquieta e malferida Que, antes, não dei nunca a ninguém. E foi melhor nunca ter dado: Em te pungido algum espinho, Cinge-a ao teu peito angustiado. E sentirás o meu carinho. E setirás o meu cuidado.

postado por marlene de goes





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