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segunda-feira, 14 de abril de 2014

DORME QUE A VIDA É NADA!!!

Dorme, que a vida é nada! Dorme, que a vida é nada! Dorme, que tudo é vão! Se alguém achou a estrada, Achou-a em confusão, Com a alma enganada. Não há lugar nem dia Para quem quer achar, Nem paz nem alegria Para quem, por amar, Em quem ama confia. Melhor entre onde os ramos Tecem docéis sem ser Ficar como ficamos, Sem pensar nem querer, Dando o que nunca damos. Fernando Pessoa postado por marlene de goes

segunda-feira, 31 de março de 2014

POEMAS DE LUIZ VAZ DE CAMÕES

“Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade É servir a quem vence o vencedor, É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade; Se tão contrário a si é o mesmo amor?” Luís Vaz de Camões

sexta-feira, 21 de março de 2014

O MANTO DA ILUZÃO

Você " Hoje sinto-me só, neste abandono que põe na alma da gente um não sei quê... Para dentro dos olhos vejo o outono, paisagem cor de cinza e esse ar de sono que em plena primavera ninguém vê... Não é tristeza propriamente: é esplim; nem sei se é esplim: é um sentimento vago; hoje sinto-me só, sinto-me assim como a flor que lá fora no jardim a aragem despetala num afago... Finíssima neblina há no meu Ser e em minha alma tristíssima faz frio, - se lá fora há calor, e ouço o prazer cantando na alegria de viver, por que no meu destino esse vazio? Hoje sinto-me só e há uma tortura nessa profunda e impenetrável mágoa... Minha vida é uma sombra... é uma figura que se debruça numa noite escura no olhar parado de uma poça d'água. Hoje sinto-me só... e faz-me mal ficar só, quando a noite está tão calma. . . Quanta gente infeliz, sentimental, sentirá, com certeza, uma ânsia igual à que eu sinto rondando na minha alma... Pela janela aberta entra o bafio morno, de um ar que embriaga e que perfuma; vem da sombra um rumor, um murmurio, talvez, - quem sabe? - passe adiante um rio... Mas bem sei que não passa coisa alguma... Esse rumor que chega aos meus ouvidos que impregna o ar assim, esse rumor, é a canção de mil beijos escondidos, de lábios entreabertos e vencidos que se procuram na ilusão do amor... Eu sei bem por que sofro e o que eu almejo, minto afirmando que não sei porquê, - falta uma boca para o meu desejo, falta um corpo que eu quero e que não vejo, Falta, por que não confessar?... Você! ( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro "Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou" POSTADO POR MARLENE DE GOES

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