Eu construi pra nós amor um mundo novo feito de sonhos
Feito de luz de caminhos de magia,,,
Onde as paredes são feitas de flores
E o próprio chão é feito de magia!!!
Eu construi pra nõs amor,um mundo novo de beleza
Onde há pássaros,jardins e não existe dor!!!
Onde os raios de luz com sua pureza
E o sol brilha com a mais bela cor.
Será assim nosso mundo de carinho,,
No explendor do encontro deste amor!!!
Farei dos teus braços o meu ninho
Onde ninguem vai lembrar que existiu dor.
Este será nosso mundo de alegria
como um lindo sorriso de criança!!!
Vivendo no florir da primavera
No recanto encantado da esperança
Eu quis ter um mundo novo,só pra nós!!!
por marlene de goes
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
AMAR
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
EU NÃO EXISTO SEM VOCE
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
VINICIUS DE MORAES
POSTADO POR MARLENE DE GOES
SITE O PENSADOR
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
AO AMOR ANTIGO
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de AndradePOSTADO POR MARLENE DE GOESnão de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
SITE O PENSADOR
sábado, 27 de agosto de 2011
SONETO DO AMIGO
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
VINICIUS DE MORAESPostado por marlene de goes
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
SO MAIS UMA VEZ
|
postado por marlene de goes
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
ENQUANTO A CHUVA CAI
Cai a chuva de mansinho,
A noite está tranqüila,
Só se ouve a canção suave
Dos pingos no telhado.
Meu pensamento voa,
Alcança o mundo lá fora,
Verdadeiro campo de batalha.
As pessoas se devoram,
Destroem seu próximo no vapor.
O egoísmo se expande
Fazendo da terra
Verdadeiro inferno.
Não existe liberdade
Para fazer o que se quer,
Tem sempre alguém botando ordem
Onde não é chamado
E, muito menos bem vindo...
Quebrar tabus,
Impor regras,
Romper tradições,
Violar costumes,
Ultrapassar limites de liberdade
São tarefas para aqueles
Inteligentes e ativos
Capazes de desobedecer
Mas que levam nas mãos
As soluções dos problemas...
A chuva aperta,
Caí água em bicas,
Um relâmpago ilumina a sala,
Trovão machuca o tímpano,
Vento balança a cortina...
Meu pensamento retorna,
Enfrenta a dura realidade,
Não vejo muitas saídas
Para melhorar a sociedade.
Elevo a Deus uma prece,
Peço ajuda e misericórdia:
Que a luz desse raio,
Se transforme em farol,
Ilumine a inteligência do homem
Para que todas as suas obras,
Tenham por alicerce "O Amor"
POSTADO POR MARLENE DE GOES
DA AUTORIA DE
MARILENA FIRIOLI BOSSO
SITE CANTINHO DA LENA
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