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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

SE ASSIM FOR

              OLHEI  TEUS OLHOS E O ADEUS  FOI TRISTE EM SILENCIO
              SEM PALAVRAS SEM ABRAÇOS
           
              SEM ME DIZER SE UM DIA VOLTARIA
             PARA ME ACONCHEGAR ENTRE TEUS BRAÇOS

              SE EU VOLTARIA A CRUZAR O TEU CAMINHO
             MESMO QUE FOSSE EM OUTRO TEMPO

              DEPOIS DE SE ACALMAREM TODOS OS VENTOS
              AO DESABROCHAR AS FLORES E VOLTAR O SOL
              NEM EU SABERIA  EXPLICAR TAL ATITUDE
   
               QUE TORNA O MAIS TERNO GESTO DE CARINHO
              NA CRUELDADE RUDE  DE FAZER SOFRER
              A QUEM MAIS AMO...

               MAIS QUANDO DA TERRA BROTAR
   
                RAMOS TENROS VERDES E PEQUENOS
                QUE SÓ TEUS OLHOS CONSEGUIRÃO VER
                TERÁS CERTEZA QUE EU ESTAREI AQUI

                 E QUE AQUELE OLHAR NÃO FOI DE ADEUS
                 EU SEMPRE TE ESPEREI EU SEMPRE ESTIVE AQUI
                              ALGUM DIA DA VIDA

POR MARLENE DE GOES

asas da liberdade

      O Frio que castiga minha alma
        Me aquece o peito ao sentir o calor das brasas
         Que alimentam a fogueira...
        
         E AS labaredas que eu via em teus olhos
        Refletidas como em um espelho
        Estavas sentado junto a mim
        E eu com a cabeça recostada em teus joelhos
        Olhando o céu coberto de estrelas 
        Sentindo tuas mãos em meus cabelos
       Foram ali nossos melhores e mais lindos sonhos

        E ali choramos nossos desenganos por não poder viver aquele encanto

        E nem poder dizer ao mundo o quanto nos amamos
        Deixe que as chuvas venham apagar 
       As chamas das labaredas sobre as brasas
       Vamos voar apenas em nossos sonhos
       Pois não poderemos deixar que se abram as asas da liberdade
       Nunca iremos voar não nos pertence esta liberdade
       Façamos de conta que tudo não passou de um sonho...
  postado por Marlene de Goes 
autoria da mesma 
       


terça-feira, 21 de junho de 2016

domingo, 12 de junho de 2016

POEMAS DE CORA CORALINA


                                       POSTADO POR MARLENE DE GOES

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

HORAS RUBRAS

HORAS RUBRAS



Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos rubros e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Oiço olaias em flor às gargalhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade" 
// postado por marlene de goes

sábado, 20 de fevereiro de 2016

VERSOS PARA CORAÇÕES E ALMA

                      Para meus amigos com muito carinho pedindo desculpas por minha longa ausencia
                      saudades de todos um abraço grande marlene goes

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