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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
POEMA DA LONGA ESPERA
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" Balada Da Longa Espera "
( À moda antiga )
Mote:
Quem espera, desespera.,.
Quem espera sempre alcança...
Ah, meu amor, quem me dera
esperar tendo esperança...
Glosa:
Quem espera, desespera...
Às vezes a alma se cansa,
mas meu amor que é, como era,
mesmo enquanto o tempo avança
espera, e não desespera
de que volte a primavera,
e espera tendo esperança...
E mantém viva a confiança
ao dizer que foste criança
a esta dor que o dilacera,
pois quando menos se espera
o que hoje é apenas lembrança
retorna ao que dantes era,
e assim, com ternura mansa
não se cansa ou desespera,
e intimamente assevera:
- quem espera sempre alcança
E a esperar, na longa espera
não perde nunca a esperança...
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. III - 1a edição 1965 )
postado por marlene de goes
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
A TUA VOZ DE PRIMAVERA
A Tua Voz de Primavera
Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!
Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!
Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...
Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Postado por Marlene de goes
Te
Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!
Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo desejo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!
Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...
Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Postado por Marlene de goes
Te
domingo, 6 de outubro de 2013
PRIMEIRO MOTIVO DA ROSA
smsVejo-te em seda e nácar, e tão de orvalho trêmula, que penso ver, efêmera, toda a Beleza em lágrimas por ser bela e ser frágil. Meus olhos te ofereço: espelho para face que terás, no meu verso, quando, depois que passes, jamais ninguém te esqueça. Então, de seda e nácar, toda de orvalho trêmula, serás eterna. E efêmero o rosto meu, nas lágrimas do teu orvalho... E frágil.
Primeiro Motivo da Rosa
Cecília Meireles
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domingo, 29 de setembro de 2013
POEMAS AO VENTO
Poemas ao Vento
Fernando Pessoa
Sopra o vento, sopra o vento, Sopra alto o vento lá fora; Mas também meu pensamento Tem um vento que o devora. Há uma íntima intenção Que tumultua em meu ser E faz do meu coração O que um vento quer varrer; Não sei se há ramos deitados Abaixo no temporal, Se pés do chão levantados Num sopro onde tudo é igual. Dos ramos que ali caíram Sei só que há mágoas e dores Destinadas a não ser Mais que um desfolhar de flores.
postado por marlene de goes
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
GOTAS DE SABEDORIA
ausente por motivo de saude um abraço meu carinho a cada amigo
que por aqui passar postado por marlene de goes
que por aqui passar postado por marlene de goes
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