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segunda-feira, 15 de abril de 2013

SONETO XLIII PABLO NERUDA



Pablo Neruda – Poemas Originais Traduzidos
Soneto XLIII
Um sinal teu busco em todas as outras,
no brusco, ondulante rio das mulheres,
tranças, olhos apenas submergidos,
pés claros que resvalam navegando na espuma.
De repente me parece que diviso tuas unhas
oblongas, fugitivas, sobrinhas de uma cerejeira,
e outra vez é teu pelo que passa e me parece
ver arder na água teu retrato de fogueira.
Olhei, mas nenhuma levava teu latejo,
tua luz, a greda escura que trouxeste do bosque,
nenhuma teve tuas mínimas orelhas.
Tu és total e breve, de todas és uma,
e assim contigo vou percorrendo e amando
um amplo Mississipi de estuário feminino.
Pablo Neruda )
(Poema conferido e digitado por mim mesmo e por Rebeca dos Anjos em 27 de outubro de 2012, do livroCem Sonetos de Amor – tradução de Carlos Nejar. Rio Grande do Sul: L & PM, 1979, p. 55)






5 comentários:

ValeriaC disse...

Sempre tão lindos os poemas dele!
Boa semana minha querida, beijos,
Valéria

coresdocaminho - Alice disse...

Oi Marlene, bela escolha.
Neruda sempre agradando a alma feminina.
Bjks e otima semana

Wanderley Elian Lima disse...

Plá Marlene
Quase impossível comentar Pablo Neruda. Parabéns pela escolha.
Bjux

Lis Fernandes disse...

Olá, querida!

Lindo soneto do Neruda.
Parabéns pelo post.
Beijos e o meu carinho pra ti.
Lis

Luiz Tadeu disse...

Olá Marlene, parabéns pelo post e que as borboletas tragam paz, saúde e felicidade a você e toda família.
Um abraço do amigo Tadeu.

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