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quarta-feira, 29 de junho de 2011

TERNURA




Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.



AUTORIA VINICIUS DE MORAES
POSTADO POR MARLENE DE GOES



7 comentários:

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Vinicius é um marco icontornável da poesia! E este poema é lindíssimo! Boa Bjs

Ma Ferreira disse...

Ma.... Nem vou comentar..pq nem sou capaz de fazer comentário a tão linda poesia e a tão consagrado poeta.
Só digo:
Amei! e parabéns pela postagem!
Bj

Ma

Eliete disse...

Marlene seu carinho sempre chega até mim e fico uma pessoa melhor. Você é linda!bjs

Vera Lúcia disse...

Salve Vinícius!
Lindíssimo poema.
Beijos.

ArcadoAutoConhecimento disse...

Marlene, minha querida. Não há um poema de Vinícius que não goste. Bela escolha. Beijos.

Lindalva disse...

Querida Marlene saudades querida vim dar uma cheirada nas rosas dos teu Jardim. Olha amiga a final da copa só começa segunda feira ai é que votarás :-) antes disso vem participar do 5º Pena de Ouro, estamos em festa no Ostra e teu blog tem presente lá pq faz parte da galeria dos blogs poéticos http://ostra-da-poesia.blogspot.com/ - a 1ª fase do pena começa sábado ok? beijos e afagos no coração!

inclosed disse...

texto doce de um poeta doce!
Pra combinar com a duçura do teu blog!

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