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quarta-feira, 2 de março de 2011

A FALTA QUE AMA


Adeus, meus sonhos...






Entre areia, sol e grama
o que se esquiva se dá,
enquanto a falta que ama
procura alguém que não há.

Está coberto de terra,
forrado de esquecimento.
Onde a vista mais se aferra,
a dália é toda cimento.

A transparência da hora
corrói ângulos obscuros:
cantiga que não implora
nem ri, patinando muros.

Já nem se escuta a poeira
que o gesto espalha no chão.
A vida conta-se inteira,
em letras de conclusão.

Por que é que revoa à toa
o pensamento, na luz?
E por que nunca se escoa
o tempo, chaga sem pus?

O inseto petrificado
na concha ardente do dia
une o tédio do passado
a uma futura energia.

No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É falta ou ele que sente
o sonho do verbo amar?
poema =de Carlos Drumon de Andrade

fonte- jovens poemas.com
fonte google

4 comentários:

Rosane Marega disse...

Marlene, diante do elogio, eu venho trazer o meu carinho também até você e dizer...Ah, Obrigada e saiba que você é linda também viu!
Adorei o seu blog, ja sou seguidora e voltarei varias vezes com certeza.
Beijosssssss

Ah, seja sempre muito bem vinda ao meu cantinho romântico e me faça sorrir com tua presença.

ValeriaC disse...

Minha flor, o que dizer...além de que Drummond é poeta maravilhoso....bela escolha querida...
Que seu dia seja feliz...beijinhos
Valéria

artebaiao disse...

Cara Marlene.
Bom encontrar Drummond pela manhã!!! Salva o dia. Obrigado pela escolha e parabéns por teu blog.

manuel marques disse...

No amor, nem sempre são as faltas que nos perdem: é a maneira de proceder depois de as termos praticado.

Beijo.

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